Dispomos de mudas de Butia capitata (var. Odorata), com 6 anos de idade.
Orígem das sementes Lagoa Vermelha, RS. Embalagem: Pote de 40 litros.
Produção esperada em 2 anos.
Mudas de buriti. Sementes e mudas de palmeiras. Aceitamos encomendas de mudas nativas do cerrado e mata ciliar, para reflorestamentos, recomposições de áreas de proteção ambiental, recomposição de áreas degradadas, fortalecimento e recuperação de nascentes e proteção de margens de rios. Blog da Flora Buriti, Unaí, MG - (38) 99954.1639 (Vivo)



[ Brasília ] 23 de Julho 2009 Edição VII
http://fac.unb.br/revista20091/index.php?option=com_content&view=article&id=40:pedro-gomes&catid=7:meio-ambiente&Itemid=7
O Buriti Perdido
Escrito por Pedro Gomes
Confrontando um cenário de degradação ambiental, uma iniciativa propõe a valorização de espécies do cerrado
Nos arredores da cidade mineira de Unaí, em meio às grandes fazendas de criação de gado, um modesto viveiro se destaca na paisagem. Cercadas de pastagens, mudas de espécies do cerrado disputam um espaço que lhe foi tirado pela ação humana. É o viveiro Buriti, criado há pouco mais de um ano pelo fotógrafo e viveirista José Nieto, 47, nascido em Lagoa Vermelha, no Rio Grande do Sul, e residente em Unaí.
Descendente de italianos, Nieto herdou da família o gosto pelo cultivo de plantas. Quando pequeno, ajudava seu avô a cuidar de um orquidário, aprendendo desde cedo o ofício de viveirista. "Quando tinha três anos, meu avô me presenteou com uma enxadinha", lembra Nieto. "Foi a partir daí que comecei a gostar do trabalho", conta.
O viveiro, localizado a 8 quilômetros de Unaí, é uma empresa familiar onde o sogro, o filho e o irmão de Nieto colaboram nas atividades. O local abriga cerca de 40 espécies de plantas do cerrado e ornamentais, como palmeira imperial, ipê, buriti, cagaita e até açaí. Apesar da grande variedade de espécies do cerrado, grande parte dos lucros vem da venda das plantas ornamentais. Porém, as espécies do cerrado começam a se tornar objetos de admiração de paisagistas e jardineiros.
Dentre os espécimes da região, o Buriti, cujo nome em língua indígena significa "árvore da vida", foi o escolhido para emprestar seu nome ao viveiro. Encontrado em grande quantidade nos vales e veredas, várzeas que margeiam um rio, é a palmeira mais abundante do país. Apesar da proteção legal à vegetação das veredas, instituídas como Áreas de Proteção Permanente pelo Código Florestal, a degradação ambiental quase a dizimou região de Unaí. Nieto incentiva o plantio de buritis nas nascentes e veredas para recompor a desgastada mata ciliar. "O buriti é uma ótima opção porque tem uma relação estreita com a água, fornecendo, ainda, alimento para a fauna do cerrado", comenta Nieto.
O primeiro viveiro que José Nieto teve foi em Águas Lindas (GO), cidade também no entorno do Distrito Federal. De lá, alugou pouco mais de 12 hectares de terra, porção que antes fazia parte de uma fazenda, e se mudou para a cidadezinha mineira. Ali, improvisou um pedaço de chão. "Ao contrário de tantos outros viveiros, a terra em que cultivo não é minha", diz Nieto. "Sou um viveirista sem terra", brinca.
Ele explica que o Viveiro Buriti não tem fins lucrativos, é um hobby. Para se sustentar, o jornalista cuida de um site onde relata acontecimentos de Unaí. Contudo, não esconde sua preferência. "Muitas vezes eu desvio dinheiro do site pra botar no viveiro. Eu faço isso mesmo, pode escrever", revela.
O viveiro também se sustenta com a venda de mudas, principalmente pela internet. Apesar disso, o mercado ainda fica restrito às proximidades de Unaí, pois, segundo Nieto, o frete para fora do estado é caro. Para plantar, Nieto conta que não compra sementes. "Por onde eu passo, cato do chão. Às vezes, ganho de amigos". Por essa razão, ele diz que o trabalho de coleta tem de ser constante, pois para cada árvore, há uma época certa para se extrair sementes.
Em Brasília, o viveirista encontrou um parceiro: o poeta Nicholas Behr, que é dono do viveiro Pau Brasília. "Sempre que preciso de algumas dicas, ligo para o Nicholas". Também pede orientações para o Instituto Estadual de Florestas (IEF). "Os agrônomos do IEF me ajudam com informações sobre controle de pragas, fertilizantes, essas coisas". Apesar de simples, o viveiro representa um grande sonho do criador. "Por onde passo, procuro deixar uma mancha verde", conclui.
As atividades do Viveiro Buriti parecem se traduzir nas palavras do poeta mineiro Afonso Arinos, em "O buriti perdido": "Então, talvez, uma alma amante das lendas primevas, uma alma que tenhas movido ao amor e à poesia, não permitindo a tua destruição, fará com que figures em larga praça, como um monumento às gerações extintas, uma página sempre aberta de um poema que não foi escrito, mas que referve na mente de cada um dos filhos desta terra".
Reflorestando nascentes e margens de córregos e rios
A água é o sustentáculo da vida em nosso planeta. A garantia da oferta de água deve-se à vegetação nativa que protege o solo, evitando enxurradas e processos erosivos que vão causar o assoreamento dos leitos dos rios e nascentes. Além de exercer papel fundamental para a manutenção da quantidade e qualidade da água, a vegetação também atua no equilíbrio ecológico, garantindo abrigo e alimento para a fauna e para os homens.
Reflorestar é hoje uma necessidade primordial, devendo ser realizada imediatamente, pois as árvores demoram a crescer e queremos florestas para os nossos descendentes.
Quais espécies devem ser plantadas?
A escolha das espécies vai depender da vocação da área de cultivo. É recomendável o uso de mudas de espécies nativas, que são adaptadas à região e tem grande chance de crescer e se desenvolver bem. No caso das frutíferas é possível que algumas espécies produzam frutos aos cinco anos de idade. Há grupos de espécies para cada ambiente: áreas mais úmidas, mais secas, margens de córregos e nascentes.
Como plantar?
Época de plantio
A época adequada para o plantio é o início das chuvas, de preferência em dias nublados ou úmidos.
Árvores nativas em geral
Tamanho da cova: 40X40X40 cm – ou tamanho da embalagem
Espaçamento: 3X3 m
Adubação por cova: 250g de calcário dolomítico; 30g de NPK 4 – 30 – 16 + Zn;
Mudas de Eucalyptus SP e Pinus SP
Tamanho da cova: 20X20X20 cm
Espaçamento: 3X2 m; 2X2 m
Adubação por cova: 200g de calcário dolomítico; 30g de NPK 4 – 30 – 16 + Zn;
Mudas de arbustos
Tamanho da cova: 40X40X40 cm
Espaçamento:
Adubação por cova: 500g de calcário dolomítico; 60g de NPK 4 – 30 – 16 + Zn;
10 -
Mudas em torrão, espécies ornamentais arbóreas e frutíferas nativas
Tamanho da cova: 80X80X80 cm
Espaçamento, em geral: 7X7 m
Adubação por cova:
Pomar doméstico
Tamanho da cova: 80X80X80 cm
Espaçamento:
Mangueira (pé franco) - 10X10 m
Abacateiro (pé franco) - 10X10 m
Jaboticabeira - 8X8 m
Citros em geral – 6X7 m
Goiabeira (pé franco) – 6X6 m
Maracujazeiro – 3X5 m
Adubação por cova:
Zn;
orgânico.
Cerca viva
Tamanho da cova: abrir valeta de 40X40 cm ao longo do perímetro para plantar
as mudas;
Espaçamento: 03 mudas por metro linear
Adubação por metro linear de vala:
– 14 – 8;
metro aos 30, 60 e 90 dias do plantio.
O plantio
· Remover a terra da cova e separar a terra de cima da de baixo;
· Um mês antes do plantio, misturar o calcário e adubo orgânico à
terra de cima. Devolver para dentro da cova, primeiro a terra
adubada e depois a outra parte. Regar diariamente para que o
calcário corrija o pH do solo. Colocar o adubo químico por ocasião do
plantio;
· Retirar a muda do saco plástico ou cesto de fibras antes de plantar,
evitando que os torrões sejam desfeitos; Deixar a superfície da muda
alinhada com a superfície do terreno, evitando enterrar a parte
inferior do tronco ou deixar raízes expostas;
· Apertar a terra ao redor da muda, de modo que a planta fique firme e
na posição vertical;
· Deixar a cova um pouco mais baixa que o nível do terreno para
acumular umidade;
· Fazer tutoramento da muda, usando para isso um pedaço de sarrafo
de madeira ou estaca de bambu com
· Regar logo após o plantio e diariamente até o pegamento,
espaçando a rega depois.
Adubação corretiva
Após o pegamento das mudas, realizar adubação por cobertura aplicando
sulfato de amônio nas quantidades de 50, 100 e 150g aos 30, 60 e 90 dias
após o plantio, respectivamente.
LISTA DE ESPÉCIES
Nome vulgar:
Angico
Araçá-roxo
Aroeira
Bacupari da mata
Barbatimão
Baru
Baraúna
Cagaita
Caju do cerrado
Camboatá bravo
Canela
Capitão da mata
Caqui do cerrado
Cedro
Cega-machado
Copaíba
Embaúba
Embira de sapo
Faveiro
Gonçalo Alves
Guariroba
Guapeva
Guatambu
Ingá da mata
Ipê do cerrado
Ipê verde
Jacarandá
Jatobá da mata
Jatobá do cerrado
Jenipapo
Jerivá
Landim
Lobeira
Louro precioso
Louro preto
Macaúba
Mama-cadela
Mamica-de-porca
Mangaba
Mata cachorro
Monjoleiro
Mutamba
Olho de cabra
Paineira do cerrado
Pajeú
Palmiteiro
Pata de vaca
Pau pombo
Pau-terra-da-mata
Pente de macaco
Pequi
Pereira do campo
Piúna
Quaresmeira
Sangra d’água
Tamboril do cerrado
Tapura
Ucuúba
Umburana
Vinhático
Granja Modelo do Ipê
DF 003 – Saída Sul – Brasília/DF
Telefone: (61) 3380-2847
Núcleo de Proteção e Reabilitação Ambiental
SAIN Parque Rural – Brasília/DF
Telefone: (61) 3348-7917