domingo, 25 de janeiro de 2009

PLANTE ÁRVORES - INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Reflorestando nascentes e margens de córregos e rios

A água é o sustentáculo da vida em nosso planeta. A garantia da oferta de água deve-se à vegetação nativa que protege o solo, evitando enxurradas e processos erosivos que vão causar o assoreamento dos leitos dos rios e nascentes. Além de exercer papel fundamental para a manutenção da quantidade e qualidade da água, a vegetação também atua no equilíbrio ecológico, garantindo abrigo e alimento para a fauna e para os homens.

Reflorestar é hoje uma necessidade primordial, devendo ser realizada imediatamente, pois as árvores demoram a crescer e queremos florestas para os nossos descendentes.

Quais espécies devem ser plantadas?

A escolha das espécies vai depender da vocação da área de cultivo. É recomendável o uso de mudas de espécies nativas, que são adaptadas à região e tem grande chance de crescer e se desenvolver bem. No caso das frutíferas é possível que algumas espécies produzam frutos aos cinco anos de idade. Há grupos de espécies para cada ambiente: áreas mais úmidas, mais secas, margens de córregos e nascentes.

Como plantar?

Época de plantio

A época adequada para o plantio é o início das chuvas, de preferência em dias nublados ou úmidos.

Árvores nativas em geral

Tamanho da cova: 40X40X40 cm – ou tamanho da embalagem
Espaçamento: 3X3 m
Adubação por cova: 250g de calcário dolomítico; 30g de NPK 4 – 30 – 16 + Zn; 5 litros de adubo orgânico.

Mudas de Eucalyptus SP e Pinus SP

Tamanho da cova: 20X20X20 cm
Espaçamento: 3X2 m; 2X2 m
Adubação por cova: 200g de calcário dolomítico; 30g de NPK 4 – 30 – 16 + Zn;
5 litros de adubo orgânico.

Mudas de arbustos

Tamanho da cova: 40X40X40 cm
Espaçamento:

Adubação por cova: 500g de calcário dolomítico; 60g de NPK 4 – 30 – 16 + Zn;
10 - 12 litros de adubo orgânico.

Mudas em torrão, espécies ornamentais arbóreas e frutíferas nativas

Tamanho da cova: 80X80X80 cm
Espaçamento, em geral: 7X7 m
Adubação por cova: 1 kg de calcário dolomítico; 300g de NPK 4 – 30 – 16 + Zn; 20 litros de adubo orgânico.

Pomar doméstico

Tamanho da cova: 80X80X80 cm

Espaçamento:

Mangueira (pé franco) - 10X10 m

Abacateiro (pé franco) - 10X10 m

Jaboticabeira - 8X8 m

Citros em geral – 6X7 m

Goiabeira (pé franco) – 6X6 m

Maracujazeiro – 3X5 m

Adubação por cova: 1 a 2 kg de calcário dolomítico; 400g de NPK 4 – 30 – 16 +

Zn; 1 kg de fosfato natural; 30g de FTE BR – 8; 20 a 30 litros de adubo

orgânico.

Cerca viva

Tamanho da cova: abrir valeta de 40X40 cm ao longo do perímetro para plantar

as mudas;

Espaçamento: 03 mudas por metro linear

Adubação por metro linear de vala: 5 kg de calcário dolomítico; 200g de NPK 4

– 14 – 8; 10 litros de adubo orgânico. Distribuir 50g de sulfato de amônio por

metro aos 30, 60 e 90 dias do plantio.

O plantio

· Remover a terra da cova e separar a terra de cima da de baixo;

· Um mês antes do plantio, misturar o calcário e adubo orgânico à

terra de cima. Devolver para dentro da cova, primeiro a terra

adubada e depois a outra parte. Regar diariamente para que o

calcário corrija o pH do solo. Colocar o adubo químico por ocasião do

plantio;

· Retirar a muda do saco plástico ou cesto de fibras antes de plantar,

evitando que os torrões sejam desfeitos; Deixar a superfície da muda

alinhada com a superfície do terreno, evitando enterrar a parte

inferior do tronco ou deixar raízes expostas;

· Apertar a terra ao redor da muda, de modo que a planta fique firme e

na posição vertical;

· Deixar a cova um pouco mais baixa que o nível do terreno para

acumular umidade;

· Fazer tutoramento da muda, usando para isso um pedaço de sarrafo

de madeira ou estaca de bambu com 60 cm;

· Regar logo após o plantio e diariamente até o pegamento,

espaçando a rega depois.

Adubação corretiva

Após o pegamento das mudas, realizar adubação por cobertura aplicando

sulfato de amônio nas quantidades de 50, 100 e 150g aos 30, 60 e 90 dias

após o plantio, respectivamente.

LISTA DE ESPÉCIES

Nome vulgar:

Angico

Araçá-roxo

Aroeira

Bacupari da mata

Barbatimão

Baru

Baraúna

Cagaita

Caju do cerrado

Camboatá bravo

Canela

Capitão da mata

Caqui do cerrado

Cedro

Cega-machado

Copaíba

Embaúba

Embira de sapo

Faveiro

Gonçalo Alves

Guariroba

Guapeva

Guatambu

Ingá da mata

Ipê do cerrado

Ipê verde

Jacarandá

Jatobá da mata

Jatobá do cerrado

Jenipapo

Jerivá

Landim

Lobeira

Louro precioso

Louro preto

Macaúba

Mama-cadela

Mamica-de-porca

Mangaba

Mata cachorro

Monjoleiro

Mutamba

Olho de cabra

Paineira do cerrado

Pajeú

Palmiteiro

Pata de vaca

Pau pombo

Pau-terra-da-mata

Pente de macaco

Pequi

Pereira do campo

Piúna

Quaresmeira

Sangra d’água

Tamboril do cerrado

Tapura

Ucuúba

Umburana

Vinhático

Granja Modelo do Ipê

DF 003 – Saída Sul – Brasília/DF

Telefone: (61) 3380-2847

Núcleo de Proteção e Reabilitação Ambiental

SAIN Parque Rural – Brasília/DF

Telefone: (61) 3348-7917

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Mudas à venda:

O viveiro está localizado 170 km de Brasilia. A rodovia está em excelentes condições.

Entregamos em Brasília.

Para vir ao viveiro, entrar em contato pelo celular: (38) 9954.1639 (Unaí)

Palmeira Imperial (Roystonea olerácea)

Palmito Jussara (Euterpe edulis)

Palmeira Real Australiana (Archontophoenix alexandrae)

Palmeira Jerivá

Palmeira Fênix

Palmeira Dendê

Palmeira Butia capitata (odorata)

Palmeira Guariroba

Palmeira Triangular

Palmeira Washingtonia

Palmeira Cariota Mitis


email: nieto@unainet.com.br
Fone: (38) 9954.1639

domingo, 15 de junho de 2008

Palmeiras ornamentais: a broca-do-olho-das-palmeiras

Francisco José Zorzenon
zorzenon@biologico.sp.gov.br
Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Sanidade Vegetal
Instituto Biológico

As palmeiras fazem parte integrante da paisagem de nosso País e são de grande importância na cadeia alimentar, fornecendo folhas, flores e frutos a inúmeras espécies de aves e mamíferos, dentre outras. São largamente utilizadas como alimento e para a obtenção de óleos e ceras, de grande valor artesanal, além do emprego na ornamentação em praticamente todas as regiões do Brasil. O interesse pelas espécies nativas e tantas outras introduzidas revelam a versatilidade e o fascínio dos homens pelas palmeiras, sendo igualmente apreciadas em parques, jardins ou em plantações comerciais. A família Palmae (Arecaceae) abriga cerca de 3.500 espécies conhecidas, reunidas em 240 gêneros, predominantemente de regiões tropicais, ocorrendo raramente em climas com temperaturas mais amenas.Muitas pragas são reconhecidas como limitantes às palmeiras, causando sérios comprometimentos no desenvolvimento e no aspecto estético, destruindo folhas, caule (estipe), flores, frutos, sementes e afetando diretamente o vigor e a beleza das plantas.Uma das principais e mais importantes pragas fitossanitárias e estéticas das palmeiras é a chamada broca-do-olho-das-palmeiras ou broca-do-olho-do-coqueiro, cientificamente denominada Rhynchophorus palmarum Linnaeus, 1764.Os adultos são besouros negro-aveludados, de grande tamanho, variando entre 46 a 50 mm de comprimento, “bico” longo e levemente recurvado e antenas em forma de cotovelo. Os machos possuem cerdas rígidas, em forma de escova, na parte superior do bico, diferindo das fêmeas, onde o bico é liso e mais afilado. As posturas são efetuadas nas partes tenras das palmeiras (olho ou gema apical) ou em ferimentos pré-existentes, numa média de 250 ovos por fêmea. A larva não possui pernas (ápoda) e é de tamanho bastante avantajado em sua fase final de crescimento, chegando aos 75 mm de comprimento, possuindo corpo robusto, branco-amarelado, com cabeça bem desenvolvida e de coloração alaranjada. Consomem os tecidos sadios, fazendo galerias e deixando, no interior do estipe, uma coloração avermelhada característica devido provavelmente à ação de bactérias e fungos decompositores presentes nas fezes e restos de tecidos fermentados. Os sintomas mais evidentes do ataque da praga são o amarelecimento e murcha de folhas, tombamento e morte da planta.Próximo à pupação, a larva constrói, dentro do estipe, um casulo feito com as fibras da planta hospedeira. A praga é um inseto de hábito diurno e pode ser encontrada em todas as fases de desenvolvimento durante todo o ano. Seu ciclo de vida é relativamente longo, sendo a média de 3 a 4 dias para ovo, 50 a 70 dias para larva, 24 dias para a pupa e 45 a 128 dias para adulto. Portanto, as larvas permanecem nas palmeiras mortas por um longo período, até a eclosão da fase adulta desde que haja quantidade de alimento e umidade suficientes. As palmeiras mortas, estando tombadas ou eretas em seu lugar de cultivo ou exposição, devem ser queimadas e enterradas, evitando-se assim novos focos de criação.Os odores de fermentação oriundos de exudatos e ferimentos mecânicos pelo corte de folhas ou de estipes atraem insetos adultos e estes, sendo machos, liberam um feromônio (odor característico para cada espécie) de agregação, atraindo indivíduos de ambos os sexos para a planta hospedeira. O uso de feromônios de agregação na forma de armadilhas é uma forma prática e eficiente no combate e monitoramento da praga. As armadilhas feromônicas consistem de baldes plásticos de 60 ou 100 litros (preferencialmente nas cores verde, amarelo, bege ou branco), em cuja tampa são feitos quatro orifícios circulares de aproximadamente 5 a 6 cm de diâmetro, nos quais são inseridos canos de PVC usados em construção civil, com aproximadamente 15 cm de comprimento, presos à tampa com cola de silicone. Os baldes plásticos deverão ser perfurados na sua base (furos com alguns milímetros) para o escoamento de água das chuvas. A armadilha deverá conter o feromônio pendurado internamente na tampa e de aproximadamente dez toletes de cana ligeiramente macerados para a obtenção do odor de fermentação. Deverão ser distribuídas na proporção de uma armadilha para dois hectares e monitoradas quinzenalmente para a destruição dos adultos capturados. Normalmente a ação atrativa do feromônio é de 60 dias e a da cana macerada, cerca de 15 dias. A erradicação de plantas mortas, doentes, infestadas ou não por R. palmarum, junto às armadilhas feromônicas para o monitoramento e controle, mesmo fora da época de pico populacional da praga, são medidas racionais a serem seguidas metodicamente.

R. palmarum adultoFoto: F.J. Zorzenon



Larva de R. palmarumFoto: F.J. Zorzenon


Armadilha feromônicaFoto: F.J. Zorzenon

Brassolis sophorae e Brassolis astyra: pragas de palmeiras e coqueiros

Brassolis sophorae e Brassolis astyra: pragas de palmeiras e coqueiros

por Édson Possidônio Teixeira*

Brassolis sophorae e B. astyra, são borboletas, têm hábito crepuscular e durante o dia escondem-se nas próprias plantas hospedeiras ou em outras plantas. As lagartas dessas borboletas, em certas ocasiões, tornam-se verdadeiras pragas das palmeiras e dos coqueiros, plantas de grande valor econômico do ponto de vista ornamental e industrial. Vivem em toda extensão da América do Sul, possivelmente porque a região é mais rica em palmeiras. De acordo com a literatura, Brassolis astyra é mais difundida que a B. sophorae.

Os ovos são colocados em grupo, em número que pode ultrapassar a 200, na face inferior dos folíolos, e às vezes, sobre os frutos e no estipe; o período de incubação dos ovos varia de 20-25 dias. As lagartas apresentam comportamento gregário e têm hábito noturno, abrigando-se em casulo (um ou mais) que tecem unindo os folíolos com fios de seda; ciclo larval em torno de 150 dias. Terminada a fase de lagarta (em torno de 150 dias) abandonam a planta hospedeira, ocasião em que é comum encontrá-las em grande número pelas calçadas e gramados em busca de um local como paredes, muros e mesmo árvores onde se fixam e crisalidam. A fase de crisálida pode variar de 15 a 20 dias, findo os quais eclodem os adultos. No estado de São Paulo a presença dessas lagartas é notada de setembro-outubro até março; muitas vezes se inicia mais cedo e termina mais tarde. Neste mês de junho, é possível constatar a presença do ataque desses insetos causando danos em algumas praças de Campinas. Além dos danos (desfolha) a presença das lagartas pode ser percebida pela presença de fezes junto às plantas e pelo barulho destas quando caem sobre a vegetação.

Medidas de controle:

1.mecânico – coleta dos casulos (ninhos) e destruição das lagartas por esmagamento;

2.cultural – em áreas com grandes plantios comerciais, catação dos restos da cultura (casca de coco e folhas) pois estes oferecem às lagartas condições à sua crisalidação e proteção contra inimigos naturais;

3.biológico – pulverização com Beuveria bassiana (fungo), Bacillus thuringiensis (bactéria).

Na natureza é comum encontrar lagartas parasitadas pela mosca Xanthozona melanopyga (Tachinidae) e por vespinhas (microhimenópteros), estas também como parasita de ovos.
Acredita-se que o aumento do número de ataques nos grandes centros urbanos seja devido às condições desfavoráveis aos inimigos naturais como, por exemplo, poluição.
Além do gênero Brassolis, cita-se o gênero Opsiphanes como praga primária em plantios de dendê em alguns países da América tropical e, no Brasil, como praga secundária do coqueiro e do dendê.


Dano causado por lagartas de Brassolis sp


Dano causado por lagartas de Brassolis,
mostrando emdetalhe o casulo das lagartas.

Brassolis sophorae (L., 1758)

* Édson Possidônio Teixeira é Pesquisador Científico do Instituto Agronômico - IAC Diplomou-se em Engenharia Agronômica em 1975, pela UFRRJ;Mestre em Ciências Biológicas - Área de Concentração: Entomologia. 1986. ESALQ-USP; Doutor em Ciências Biológicas - área de Zoologia, UNESP - Rio Claro, 2001. Curador oficial da coleção entomológica (IACC).Contato: edson@iac.sp.gov.br

Fonte: http://www.infobibos.com/Artigos/Pragas/lagartaPalmeira/Index.htm

terça-feira, 25 de março de 2008

Doenças fúngicas das palmeiras e seu controle

http://mais.uol.com.br/view/f3y3fvakuqrn/doencas-fungicas-das-palmeiras-e-seu-controle-04023968CCA98346?types=A&

Olga Maria R. Russomanno
russomano@biologico.sp.gov.br
Pedro Carlos Kruppa
pckruppa@biologico.sp.gov.br
Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Sanidade Vegetal


As palmeiras são plantas pertencentes à família Arecaceae (Palmae), da ordem das Arecales, representadas por mais de 240 gêneros e cerca de 3.000 espécies. São elementos importantes na composição do paisagismo nacional, pois, juntamente com as árvores, arbustos, gramados e plantas rasteiras, são satisfatoriamente utilizados pelos paisagistas na formação de parques e jardins. São as plantas mais características da flora tropical, podendo transmitir ao meio onde são cultivadas algo do aspecto luxuriante e do fascínio das regiões tropicais. Além de ornamentais, algumas palmeiras são utilizadas como ção de óleos e ceras. O mercado das palmeiras ornamentais cresceu consideravelmente nos últimos anos, sendo cultivadas as mais diferentes espécies por viveiristas e produtores.

Dentre as doenças fúngicas que acometem as palmeiras, podemos encontrar tanto aquelas causadas por fungos da parte aérea, presentes nas folhas e estipes (caules), como as provocadas pelos fungos de solo, que acometem as raízes. As sementes também possibilitam a disseminação e transmissão de fungos e, portanto, devem ser previamente analisadas.

Doenças causadas por fungos da parte aérea

Antracnose – Colletotrichum sp. (Figuras 1 e 2) – Essa doença é considerada a mais importante para os produtores de mudas e plantas envasadas destinadas ao comércio. O fungo ataca principalmente as folhas, causando manchas pardas que aparecem nas bordas ou junto às nervuras. Com a coalescência (união) das lesões grande área do limbo foliar é afetada, terminando por amarelecer e secar completamente as folhas. O fungo pode ainda atacar os talos das folhas e o estipe, principalmente em plantas mais jovens e já foi identificado em muitos tipos de palmeiras, entre elas Raphis excelsa (palmeira-rápis), Bactris gasipaes (pupunha), Caryota spp. (palmeira-rabo-de-peixe) e Roystonea spp. (palmeira-real e palmeira-imperial).

Lesões nas folhas por Pestalotiopsis sp.– Esse fungo desenvolve-se sobre as folhas das palmeiras e causa pequenas manchas quase não perceptíveis. Com a coalescência das pequenas manchas, formam-se manchas maiores que progridem, podendo provocar a seca das folhas e comprometer toda a planta, especialmente as mais jovens. Os esporos, quando em grande quantidade sobre as folhas, mostram uma espécie de fuligem preta, correspondente às frutificações fúngicas.

Mancha foliar por Cylindrocladium sp.– Esse fungo, considerado um fungo de solo, pode também provocar manchas nas folhas das palmeiras. As manchas são circulares a elipsoidais ou irregulares, coloração parda com bordas escuras e terminadas por um halo clorótico. A coalescência das lesões compromete todo o limbo foliar. A contaminação das folhas pode ocorrer devido à formação da fase sexuada do fungo (Calonectria sp.) que libera seus esporos para o meio ambiente disseminando-os a longas distâncias. Em diversas palmeiras ornamentais foi identificado C. pteridis causando manchas em folhas de palmeiras, bem como C. pteridis e C. floridanum causando podridão peduncular de coco.

Mancha foliar por Bipolaris incurvata – O fungo causa lesões foliares redondas ou ovais, inicialmente de coloração marrom-escura e, posteriormente, apresentando um centro mais claro e bordos escuros bem definidos. Com a coalescência das manchas, as folhas secam causando a morte de plântulas.

Doenças causadas por fungos de solo

Podridão do olho, podridão do topo ou podridão do broto – Phytophthora palmivora (Figura 3) – Ocorre murcha e amarelecimento da folha flecha e folhas mais novas. Os tecidos do palmito tendem a apodrecer até transformarem-se numa massa aquosa e fétida. As plantas perdem as folhas mais jovens, permanecendo na copa apenas as folhas mais velhas, por conseguinte mais resistentes. Com o progresso da doença o estipe fica com os tecidos castanho-avermelhados e os pedúnculos florais desintegram-se na base. No final do ciclo da doença, todas as folhas caem e o estipe fica desnudo. Plantas jovens apresentam nítido apodrecimento de raízes e crescimento reduzido. O patógeno pode se disseminar por longas distâncias seja através da água de irrigação ou pelo substrato, por meio dos zoósporos, esporos móveis nadantes. Na ausência do hospedeiro, o patógeno sobrevive saprofiticamente no solo por longos períodos, até encontrar um hospedeiro adequado e recomeçar seu ciclo vital.

Fusariose ou Murcha – Fusarium sp. (Figura 4) - O fungo penetra na planta hospedeira, através das raízes, causando o apodrecimento destas e do estipe. Os primeiros sintomas em plantas jovens manifestam-se por uma murcha das folhas seguido de amarelecimento e seca. Em viveiros, causa tombamento de plântulas. Nas plantas mais velhas, o corte radial do estipe mostra um escurecimento da região condutora de seiva e essa sintomatologia também pode ser notada ao cortarmos longitudinalmente o estipe e talos das folhas.

Podridão de Cylindrocladium sp. (forma perfeita Calonectria sp.) – Através do apodrecimento do sistema radicular e do estipe, o fungo compromete o desenvolvimento das plantas, levando-as à morte. Os esporos e microescleródios (estruturas de resistência) do fungo sobrevivem no solo e disseminam-se através da água de irrigação contaminada, restos de cultura deixados no campo e ainda ferramentas infectadas que são utilizadas na poda. O fungo pode também causar uma podridão peduncular de frutos, principalmente do coqueiro.

Doenças causadas por fungos de sementes

As sementes constituem um dos meios mais eficientes de disseminação e transmissão de patógenos às plantas. Essa disseminação possibilita a introdução desses agentes em áreas isentas ou o seu acúmulo em áreas já infestadas e, como conseqüência, pode causar prejuízos na produção agrícola. Vários fungos têm sido detectados em sementes de palmeiras, principalmente, Colletotrichum gloeosporioides, Fusarium spp., Botryodiplodia sp., Pestalotiopsis sp. e Aspergillus spp. Os prejuízos causados por esses fungos vão desde o apodrecimento das sementes, provocando falhas na germinação ou, posteriormente, a morte de plântulas, até o apodrecimento das raízes ou o aparecimento de manchas foliares, causando plantas mal desenvolvidas que terão sua produção comprometida.

Práticas culturais e controle

Para controle dos fungos da parte aérea, recomenda-se a poda das folhas afetadas e sua retirada do local de plantio, eliminando-se a óculo. Em viveiros, mudas atacadas pelo patógeno devem ser retiradas do local para que não haja contaminação de plantas sadias e, ainda, maior espaçamento entre as mudas pode favorecer a aeração e impedir a proliferação do fungo. A irrigação das plantas por aspersão não é recomendada, pois os conídios (esporos do fungo) serão disseminados para plantas sadias. A melhor forma de aspersão é a localizada.

Como medidas de controle de Phytophthora palmivora, Fusarium sp. e Cylindrocladium sp., recomenda-se espaçamento adequado entre as mudas, manutenção da cultura a limpo, controle da umidade (drenagem e regas) e descarte e destruição das plantas doentes, evitando-se assim a disseminação dos patógenos. No caso da fusariose, o controle preventivo também pode ser feito através do emprego de técnicas de solarização. Para controle da podridão de Cylindrocladium sp. recomenda-se ainda a aplicação de calcário dolomítico (1 kg / m2), tendo em vista que o aumento do pH do solo controla o desenvolvimento de fungos e favorece o aumento de bactérias competidoras desses microrganismos causadores de doenças. Entretanto, esse processo é lento e os resultados benéficos não serão imediatos.

Para todos os fungos é imprescindível desinfestar as ferramentas de cultivo e os vasos reutilizados, através do emprego de uma solução de formaldeído a 4%, para evitar o progresso das doenças.

É recomendável que as sementes sejam adquiridas de fornecedores que garantam a sua procedência, qualidade e vigor. No caso de utilização de sementes colhidas de plantas nativas ou da área de plantio, estas devem ser observadas em sementeiras para evitar a introdução e disseminação de fungos no viveiro e no campo. As sementes devem ser retiradas de frutos de plantas sadias e vigorosas, mas não em estágio avançado de maturação, pois sua polpa propicia o desenvolvimento de fungos que prejudicam a germinação. Caso apareçam sementes mofadas, recomenda-se a retirada delas para evitar a disseminação de fungos.

Devido a sua facilidade de transporte a longas distâncias, as sementes representam um meio eficiente de disseminação de doenças exóticas. A obtenção de sementes importadas deve ser feita através de importadores credenciados, pois existe o risco de introdução de patógenos que causam doenças que ainda não foram constatadas no país.

O tratamento das sementes com fungicidas impede ou diminui o desenvolvimento do fungo na semente. Ele visa o controle diretamente na semente e/ou a proteção contra alguns fungos do solo no momento da germinação e outros da parte aérea na fase inicial do crescimento. O tratamento deverá ser realizado com fungicidas registrados no Ministério da Agricultura, seguindo as recomendações de uso, devido às limitações de eficiência e toxicológicas.

As doenças que ocorrem em canteiros e viveiros de palmeiras estão associadas principalmente ao material propagativo (sementes ou mudas), à umidade, luminosidade e ao substrato. Esses fatores devem ser adequadamente controlados para evitar a introdução, o desenvolvimento e a disseminação de doenças fúngicas.

As inspeções de campo possibilitam a detecção de focos inicias de doenças que devem ser controlados. A sanidade das mudas em viveiro e a seleção das plantas a serem levadas para o campo devem ser observadas. Muda com sintoma de doença ou fora do padrão, não deve ser plantada no campo e o solo do recipiente não deve ser reaproveitado.

O Laboratório de Micologia Fitopatológica, do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Sanidade Vegetal do Instituto Biológico, vem realizando diagnósticos das doenças fúngicas em palmeiras. As doenças descritas foram detectadas em palmeiras ornamentais e produtivas procedentes de diversas regiões do Brasil e enviadas por paisagistas e produtores na forma de consultas.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Semeando palmeiras

Em primeiro lugar é preciso observar que as sementes de palmeiras perdem o poder de germinação rapidamente. Por isso, devemos ter cuidado ao armazená-las e semear o quanto antes.

Abaixo reproduzo um guia de semeadura idealizado pelo viveirista Carlos Kettermann , da CKAgrícola, http://www.ckagricola.com/, de quem adquiri excelentes sementes de jussara e real.

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INSTRUÇÕES DE PLANTIO A PARTIR DE SEMENTES DESPOLPADAS

Se desejar guardar as sementes por algum tempo poderá fazê-lo mantendo-as imersas em água corrente ou que seja frequentemente renovada.

Para germinar, colocar as sementes em local ( que pode ser escuro - não depende de luz até germinar) em que a temperatura fique permanentemente, ou a maior parte possível do tempo entre 21 e 26 graus celsius.

Atenção: Em locais muito frios ( Rio Grande do Sul, por exemplo), no inverno, é recomendável o uso de estufa ou outro meio que mantenha a temperatura das sementes na germinação

As sementes deverão ficar permanentemente úmidas ( não encharcadas - só levemente umidas). Para se conseguir isso, colocá-las em um recipiente que contenha um substrato ( o mais inerte possível - nenhum adubo). Deverão ficar imersas nesse substrato cobertas no máximo 1 cm.
O substrato mais utilizado é a areia limpa e lavada ( normalmente areia fina de rios) em que não seja recolhida de locais que haja trânsito ou qualquer tipo de contaminação.
Após as sementes imersas no substrato, pulverize, ou se tiver drenagem, regue, uma ou duas vezes ao dia, de maneira que se mantenham úmidas.

Existem diversos outros tipos de substratos ou meios de germinação que lhe poderão até ser mais fáceis.

É importante manter permanentemente duas coisas: Temperatura adequada e umidade ( não pode encharcar). Dentro disso, tudo é válido.

Dependendo da umidade e da temperatura em que ficarem envolvidas, levarão em torno de 30 - 45 dias para germinarem.

Após germinarem, ao atingirem um estágio em que adquirirem folhinhas verdes (desse momento em diante necessitarão de luz) poderão ser transplantadas para saquinhos.

Ao replantar, é mais fácil fazer um buraco cônico com uma madeira redonda (1-2 cm de diâmetro) no saquinho, colocar a mudinha no furo, quase toda enterrada, deixando só a parte verde para fora. Depois aperte a terra em redor com os dedos para que a mudinha fique bem firme. Não deixe espaços com ar ou a muda solta.

Dependendo do uso que for dar às mudas no futuro, poderá plantar duas ou três em um saquinho. Faça um furo para cada muda. Não plante mais de uma muda no mesmo buraco.

NOS SAQUINHOS: Terra com permeabilidade e fértil. Uma terra que é fértil para outras plantas também será para a Palmeira. A palmeira tem um consumo um pouco maior de micro nutriente.
Você pode adubar da mesma maneira que aduba outras plantas.
O tamanho ideal do saquinho é de 11x 15 ou 11x18 cm (dependendo da forma que for construído). Se for maior não tem problema, só será mais trabalhoso, mas poderá deixar a muda mais tempo no saquinho, nesse caso.

A maneira mais comum para fazer o substrato que irá nos saquinhos é a seguinte:
80 % de terra e 20 % de adubo orgânico de aves, seco, ou,
70 % de terra e 30 % de adubo orgânico de gado, seco.
Se a terra for muito argilosa (pouca permeabilidade adicione um pouco de areia).
Também é possível encher os saquinhos com o substrato que se vende em casas especializadas (terra preta ou similar), mas haverá um aumento de custo bastante grande nesse caso, sem que haja um melhor resultado.

As mudinhas, quando pequenas são muito desejadas por lagartas e formigas. Quando estiverem nos saquinhos, por precaução, é bom pulverizar com 20 ml de DECIS para cada 20 litros de água. Pode aproveitar e adicionar duas colheres de sopa de Yogen numera 2 ( adubo foliar) na mesma água, para aproveitar a pulverização.
Repita a operação a cada 20/30 dias.

Manter as mudas em local que não sejam atingidas por sol pleno, deixar em meia sombra ou com sombrite 50 % sobre as mesmas.

Capinar (arrancar) o matinho que cresça nos saquinhos. Procure arrancar enquanto pequeno, para facilitar o trabalho e não prejudicar as mudinhas.

Dependendo do clima de sua região vai regá-las mais ou menos. O normal é regar uma vez ao dia, de preferência pela manhã, nos dias de tempo bom. A terra dentro dos saquinhos deverá ficar sempre levemente úmida. Não podem virar torrões secos nem encharcados.

Para ver a umidade dos saquinhos, não use como referência a terra que estiver aparecendo em cima, que normalmente sempre estará seca. Procure ver a terra um centímetro abaixo da superfície. Logo, você pegará prática em saber da umidade.

Suas mudas ficarão no viveiro em torno de 8 meses. Poderá manter mais ou menos, dependendo da finalidade que será dada as mesmas.

A regra é a seguinte: É mais fácil cuidar das mudas no viveiro do que no campo. Por isso, evite plantar muito pequenas.
Também não deve deixar ficar grandes demais, pois estiolarão. Até 40 cm poderá manter no viveiro, se quiser.

Caso seu caso seja de plantador em maior escala, para produção de palmito, mande-nos um e-mail para conversarmos sobre o plantio no campo

2 - INSTRUÇÕES DE PLANTIO A PARTIR DE SEMENTE PRE GERMINADA

Vou passar algumas instruções para sementes pré germinadas :

Assim que receber, abra a embalagem e deixe ventilar as sementes.

É necessário mantê-las levemente úmidas. Se deixar secar, morrem no mesmo dia.

Caso não as consiga plantar no dia, ponha-as sobre uma superfície limpa e seca de terra ou cinzas. Depois espalhe cinza por cima ( pode ser areia fina e limpa também - mas cinza é bem melhor - mantém a umidade por mais tempo.). A seguir regue-as sem deixar encharcadas demais.
Deve manter assim até que sejam plantadas ( sempre úmidas).
Local com sol reduzido ou ausente.


Prepare saquinhos de aproximadamente 10 cm de largura por 15 de altura.
Colete terra seca e destorroada ( sem contaminação) e coloque em torno de 20 % de adubo orgânico seco de aves ou 30% de gado bovino seco. Se sua terra for muito pegajosa (argilosa), adicione um pouco de areia lavada ( Lavada significa retirada de rio ou outro lugar que não tenha contaminação - barranco de areia por exemplo) Não pode ser areia que contenha sal (praia) ou que contenha contaminações ( beira de estrada por exemplo, ou locais de tráfego).

A maneira fácil de comprar substrato pronto também serve, mas o preço final será alto. Substrato com nutrientes.

Encha os saquinhos e soque bem ( socar batendo os saquinhos na mesa) não precisa ser com os dedos dentro do saco.

Enfileire os saquinhos em uma largura que permita tirar o matinho de vez em quando e molhar todo o dia. ( 15 saquinhos de largura mais ou menos).

Faça os saquinhos o quanto antes. É trabalhoso.

Quando for plantar as sementes pré germinadas nos saquinhos, deve regar bem os saquinhos antes de plantar. Regue até ficarem totalmente encharcados no seu inteior.
As sementes que estão sendo plantadas ( apenas no momento do plantio) devem estar submersas em água.
Por exemplo:
a)Voce vai plantar.
b)Regue já no dia anterior os saquinhos antes de plantar.
c)Regue novamente antes de começar a plantar e confirme se realmente a terra está bem encharcada.
d) coloque em um balde a quantidade de mudas que voce vai plantar numa manhã, ou a cada duas horas, por exemplo, e cubra com água no balde.
e)Com uma madeira pontiaguda faça um buraco em cada saquinho (alguns por vez- aproveite para observar se a terra está bem molhada em toda a extensão do buraco). Pegue uma mudinha coberta de água no balde e coloque no buraco com a raiz para baixo e a pontinha da germinação para cima. Aperte bem pelos lados para prensar a terra conta a mudinha. Sem exageros, mas a muda necessita ficar bem fixada e sem ar em torno dela. Deixe-a enterrada quase por inteiro ( bolinha da semente bem enterrada). Se o broto já for grandinho deixe apenas um mínimo para fora da terra. Se o brotinho for bem pequeno, pode deixar totalmente enterrado ( Bolinha da semente de 1 a 2 cm abaixo da terra). Não exagere também, não enterre demais.

f) Continue até terminar.

g) No primeiro dia regue bem para garantir que a terra dos saquinhos esteja bem molhada. Nos dias seguintes, regue de preferência pela manhã. A terra deve ficar sempre levementre úmida daí por diante. Não deixe a terra secar totalmente. Se secar muito rápido, pode ser necessário molhar de manhã e a tarde. Normalmente só de manhã é o suficiente.

h) Essa mudinhas devem receber no máximo 50 % de sol nos tres primeiros meses. Coloque sombrite 50% sobre as mudas ou as armazene em local que tenha sombra.

i) Não podem haver formigas no viveiro enquanto as mudas estiverem lá.

j) Se plantar em local que tenha muita vegetação próxima é possível que hajam lagartas. Raro mas não impossível. Qualqer anormalidade com as mudas, comunicar-se comigo para trocar idéias.

l) As mudas ficarão assim por 6 a 8 meses, para então serem replantadas definitivamente.

m) dependendo do uso que for dar as mudas ( ornamental, por exemplo), poderá plantar duas tres ou até 4 em alguns saquinhos para no futuro dar um efeito especial na decoração. Se o fizer, faça um buraquinho para cada semente. Não coloque mais de uma semente em cada furo.

n) Se, por acaso, plantar as sementes diretamente no chão- definitivamente, terá grande indice de perdas.

3 - INSTRUÇÕES PARA PLANTIO DEFINITIVO A CAMPO

O tempo de viveiro da muda varia de 6 a 12 meses, dependendo de como encarará os ítens abaixo:

Na meia -sombra ( sol controlado - sombrite de 50 %) elas crescerão melhor enquanto estiverem nos saquinhos. No sol pleno o crescimento será mais lento enquanto forem pequenas. Com o tamanho que estão até já podem tomar sol. Fazer essa passagem da sombra para o sol é até melhor no inverno, quando os dias tem uma insolação menor.

É Mais fácil cuidar das mudas todas juntas em um viveiro, do que espalhadas no campo. Considerando este aspecto e o anteriormente citado, se não estiverem atrapalhando, não se apresse em fazer o plantio definitivo devido a pisoteios, formigas, irrigação, etc. Pode mantê-las a meia sombra, juntas até atingirem um tamanho de 30 a 40 ou até 50 cm. Se utilizou saquinho no tamanho que recomendamos, está tranqüilo. Se o saquinho for menor tem que programar o plantio mais rapidamente.

Pode-se apressar o crescimento no viveiro. Agora que já estão com folhinhas desenvolvidas, poderá, se quiser ( não é uma coisa necessária, só para apressar o crescimento e fazer plantas bem robustas), pulverizar ( ou regar com um regador que tenha a ducha bem fininha) com adubos foliares. O produto mais indicado para palmeiras é o Yogen numero 2, Coloca-se 2 colheres de sopa bem cheias em 20 litros de água( ou proporcionalmente - no seu caso talvez 1/4 de cada ítem desses).
Junto com esse adubo, na mesma água, poderá ( recomendado) colocar entre 10 e 20 ml do produto DECIS. Este produto é preventivo contra formigas e lagartas. As formigas e lagartas gostam demais de palmeirinhas novas. É bom passar o DECIS para não perder mudas.

Esta pulverização, poderá ser feita a cada 15 ou 20 dias ( não menos que 10 dias entre uma e outra).

É necessário aclimatação no sol antes de replantar. Um mês, ou um pouco mais, antes que pretenda plantá-las definitivamente, terá que acostumá-las ao sol primeiro. Isso se faz tirando a cobertura e voltando a colocá-la mais tarde. Por exemplo, por uns 4 dias tire a cobertura cedo de manhã e recoloque de meio dia, mais uns quatro dias recolocando as duas horas, e depois retirando inteiramente.
Se o lugar que estiverem é difícil esse procedimento, mude-as para um lugar que pegarão sol só uma parte do dia. Depois de uma semana mude outra vez para o sol definitivo.
Deixe-as no sol, ainda nos saquinhos, pelo menos por uns 15 a 20 dias. Se pegarem sol forte com excessiva rapidez algumas folhas ficarão avermelhada ( queimadas). Uma folha por pé ( ou algumas manchas nas partes mais horizontais da folha) nessas condições não é problema.

Nesse período, as mudas devem ser irrigadas diariamente. Quanto maiores a mudas, de maneira geral, mais necessitarão de irrigação ( enquanto estiverem nos saquinhos)

Caso vá plantar as mudas em local sombreado, não necessitará de aclimatação.

As mudas devem ser plantadas definitivamente em sol pleno ou locais que haja boa iluminação. A palmeira real se dá bem ao sol e locais medianamente sombreados. Se plantar em locais muito escuros, como uma mata fechada, ela se desenvolverá muito lentamente ou não desenvolverá.
Pode-se plantar em matas ralas. Nós mesmo fazemos plantações comerciais em locais assim.

No plantio difinitivo encharque os saquinhos. Quando for plantar definitivamente separe a quantia de mudas que irá plantar no dia e molhe bem, até encharcar.

Como plantar: Existem diversos métodos. Vou explicar o que consideremos mais prático. Com uma cavadeira ou enxada, faça um buraco um pouco mais largo que o saquinho e profundidade 50 % maior que o saquinho. Jogue no fundo 200 gramas de esterco seco de galinha ( se o solo for pobre ou arenoso, adicicione 1 kg de super triplo a cada 10 kg de adubo orgânico- bem misturado). Sobre o adubo orgânico jogue uma fina camada de terra ( só para a muda não encostar direto no adubo). Coloque a muda sem o plástico ( e sem quebrar o torrão) dentro do buraco, sobre o adubo e terra que colocou, encha de terra pelos lados e deixe a terra ao redor da muda bem firme só a com a força das mãos.

A bola de terra ( torrão) da muda não pode ficar mais alta que a terra na qual foi plantada. O ideal é afundar um pouquinho.

Mantenha a muda limpa ( sem vegetação) ao seu redor por uma ano após replantada ( até que faça seu próprio sombreamento).

ADUBAÇÃO NO CAMPO:
A adubação da planta no campo é variável conforme a terra. De maneira geral, o seguinte:
Se plantou a mudinha conforme a recomendação acima, não adube no primeiro ano.
Quando estiver próximo de um ano de plantado, a época que coincidir com a entrada do verão, coloque 6 gramas por pé, de um adubo com a formulação aproximada de 30-00-40.
No final do verão (março) repita.
Idem ano a ano. Nas adubações seguintes à segunda, vá aumentando a uréia e diminuindo o potássio, até que no ultimo ano, coloque 15 a 20 gramas por pé, de Sulfato de amônio ( primavera e final verão).
Para as regiões do sudeste e norte e nordeste, esqueça as palavras inverno e verão e considere como período das águas

Relembrando, estas recomendações acima não são generalizadas. São a média no país. Se tiver as análises de seu solo, poderá ser mais específico e reduzir custos ou melhorar resultados.

Outra opção é utilizar adubo de suínos ou de aves, no lugar do adubo químico ( poderá produzir organicamente) . Se tiver disponibilidade em sua fazenda desses adubos, ou facilidade de adquirir, espalhe em torno de 4 toneladas por hectare ( duas vezes por ano) e não precisa colocar nenhum outro adubo. Essas quantidades podem mudar conforme a qualidade da terra. É uma afirmação genérica. Existem solos que não necessitam nenhuma adubação e outros que devem ser tratados com muito cuidado.